ANSIEDADE E DEPRESSÃO são transtornos que caminham de mãos dadas, mas têm causas, sintomas e tratamentos diferentes, VOCÊ SABIA? Embora em alguns casos elas possam se confundir ou até se manifestar ao mesmo tempo. Saber diferenciá-las é importante, especialmente quando uma pessoa próxima está sofrendo com uma delas ou ambas.

Tanto a ansiedade quanto a depressão são consideradas os grandes males que assolam o século 21.  Os dados oficiais confirmam: A depressão atinge 400 milhões de pessoas em todo o planeta e a ansiedade, 264 milhões, segundo a Organização Mundial da Saúde. O Brasil ocupa o primeiro lugar de pessoas mais ansiosas do mundo e é o país mais depressivo da América Latina. A depressão no Brasil, assim como a ansiedade, precisam ser tratadas de forma séria a fim de garantir a verdadeira saúde e qualidade de vida da população.

O grande fato é que tanto a ansiedade quanto a depressão envolvem comportamentos que atrapalham muito a rotina, gerando um alto prejuízo social, profissional e nos relacionamentos interpessoais de forma geral.

Uma pessoa com depressão, se ver num numa situação de falta de controle, porque a pessoa se vê triste, sem energia e, mesmo tendo motivos para fazer o que precisa, ela não tem ânimo. Ao passar muito tempo assim, pode-se gerar uma angústia tão grande que pode levar à ansiedade. Da mesma forma, uma pessoa com ansiedade que sofre muito com preocupações excessivas, acaba pensando obsessivamente em uma mesma questão e não consegue regular isso. Então, com o passar do tempo e o sofrimento dessa condição, ela vai ficando debilitada, se achando inferior, menos capaz. Tudo isso vai deixando-a desesperanço, melancólica, chegando aos sintomas da depressão.

Vamos lá conhecer mais sobre os sintomas de cada uma das condições: – Depressão: é caracterizada por sintomas como humor deprimido, juntamente com a diminuição do prazer, desde as atividades diárias até a perda da libido. Alterações de apetite, como aumento ou diminuição, assim como desregulação do sono também podem ocorrer, além de quadros de fadiga, cansaço, indisposição, sentimento de culpa e inadequação e dificuldade para se concentrar. – Ansiedade: temos como característica a ansiedade em si como conhecemos, a preocupação excessiva, não necessariamente com um foco. Essa preocupação não é controlada pelo indivíduo, é uma invasão da mente. Junto com a ansiedade, pode surgir a inquietação…

O ideal é estar atento para se prevenir dessas condições, apostando em qualidade de vida, melhora da rotina, em boas noites de sono e na alimentação. E, se sentir que algo está errado, não tente ignorar o problema, busque ajuda, seja de um psicólogo ou psiquiatra. “Não há porque ter vergonha e estigma em procurar um profissional da saúde mental. Ao reconhecer os sintomas, procure ajuda porque quer ficar bem, porque está preocupado com a sua saúde”

Mas como podemos identificar se tenho as duas, ou se tenho uma com sintomas da outra? A princípio, o ideal não é identificar o sintoma que de fato está ocorrendo, mas sim se algo está ocorrendo e atrapalhando a sua vida. A caracterização mais específica em termos de diagnóstico é feita pelo médico psiquiatra. O ideal é reconhecer o que está de errado com seu corpo e com a sua mente em relação ao seu estado natural e prévio, assim procurar um psiquiatra de sua confiança para se consultar.

Psicóloga Emanuely Monteiro

CRP 13/6925

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